No dia 28 de outubro, eu e o Caio Jesus acompanhamos as palestras do Engage2015, em São Paulo. O evento foi organizado pela Socialbakers, empresa que é líder mundial em monitoramento e análise de dados da internet. Estivemos lá sobretudo para observar e ouvir as ideias de grandes referências do mundo do marketing digital. Compartilho com vocês alguns comentários sobre essa experiência.

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Encarando as redes socias da forma certa

O mercado digital se expande a cada ano no Brasil e no mundo. As verbas das grandes corporações destinadas e esse tipo de investimento conquistam parcelas cada vez maiores dos orçamentos em propaganda. Um erro muito comum, no entanto, é tratar os anúncios em redes sociais como uma versão mais barata dos espaços em rádio e TV.

A linguagem das redes sociais é diferente pois a proposta de uma rede social é muito diferente da proposta televisiva, por exemplo. Seja no Facebook, no Twitter ou no Instagram, a palavra de ordem é diálogo. A mídia televisiva, por mais que venha despendendo esforços para incorporar conceitos da internet e se conectar com os usuários da rede, tem em sua essência o conceito de comunicação monológica (a emissora fala, o telespectador ouve e ponto).

Uma das coisas que pude observar no Engage2015 é que os grandes profissionais da propaganda têm apostado nas redes sociais como instrumento de fortalecimento de laços. Já não importa se estamos emitindo uma mensagem interessante (aos nossos olhos) se ela não tocar o coração das pessoas ou se simplesmente não for interessante o suficiente para fazê-las interagir com as marcas.

Não são poucas as empresas que já estão inseridas nesse meio. Contudo, a obsessão pelo tão famigerado alcance pode trazer o inverso do esperado. Como assim? Uma metáfora muito interessante utilizada em uma das palestras do Engage2015 foi a que coloca uma roda de amigos como sendo a rede social. Imagine você se um desconhecido se incorpora ao papo e começa a gritar no ouvido de todos? Mesmo que ele esteja falando a coisa mais impressionante do mundo, a chance dele ser ignorado e hostilizado é enorme. As redes sociais são grandes rodas planetárias de conversa. As empresas não podem simplesmente apostar na força de seus anúncios (e budgets!) se eles não acrescentarem nada aos assuntos que estão sendo levantados todos os dias. Da mesma forma, a estratégia de intervenção deve prezar pela sinceridade, ouvindo tanto ou mais do que falando. Acredite: ninguém vai vencer nas redes sociais pelo berro.

Foco no usuário, foco no usuário, foco no usuário...

Parece óbvio, mas muita gente ainda não se ligou nisso. Não é o seu conteúdo aparentemente fantástico, muito menos o design arrojado inspirado nas principais tendências estéticas. O foco de qualquer estratégia de comunicação nas redes que se pretenda vitoriosa é o usuário. Tornar cada experiência dele única e relevante é fundamental para se destacar em meio a infinidade de informações e estímulos aos quais estamos expostos ao longo dos nossos dias. Ouvir, conversar, trocar e interagir são regras de ouro no atual momento das redes sociais e a tendência é que continue assim por muito tempo. Isso não significa necessariamente a montagem e manutenção de grandes estruturas. Existem exemplos inspiradores de equipes enxutas que realizam grandes trabalhos de relacionamento com o usuário. Esse conceito vai ao encontro de outra grande metáfora compartilhada no Engage2015.

Até mais ou menos 2013, a estratégia mais adotada nas redes sociais era semelhante a um jogo de boliche. Imagine que os pinos são as pessoas e as bolas são os anúncios. A ideia simples era derrubar, ou melhor, atingir o maior número de pessoas possíveis utilizando o menor número de bolas. Isso mudou. O alcance, medido pelo número de impactados pelo seu conteúdo, ainda segue sendo muito importante...mas ele só já não basta. Com o passar do tempo, os pinos se tornam mais resistentes às bolas. A metáfora mais adequada hoje em dia para tratar sobre esse processo é o fliperama (ou pinball): o número de bolas (menores) diminui e o desafio passa a ser mantê-las em jogo, em movimento. Ou seja, as marcas precisam estar em constante contato com todos os espaços (de acordo com sua estratégia, logicamente) da rede. A ideia é manter a dinâmica em processo contínuo. Já não importa alcançar um usuário e perdê-lo de vista. O usuário é o início, o fim e o meio.

Grandes ideias fazem a diferença

A grande conclusão que pude tirar do Engage2015 é que as grandes ideias ainda valem mais do que dinheiro. Foram vários os exemplos dados no evento de campanhas de baixíssimo custo e com enorme impacto e visibilidade nas redes. A criatividade ainda está longe de perder espaço para a frieza dos anúncios impulsionados.

Já falei um pouco sobre esse assunto nesse texto e só reforcei minhas certezas. Grandes conversas, grandes ideias e cada vez mais transparência, humanização e agilidade parecem ser os pilares do presente e do futuro da internet. Façamos!

Matheus Trevisan
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Redator

Se quiser discutir sobre política ou o alvinegro da baixada, é melhor vir com bons argumentos. Estudante de Ciências Sociais, cinéfilo e nosso mais novo redator.

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