A lama e a destruição sem tamanho em Mariana, a agressividade da PM com os estudantes em São Paulo, o ataque em Paris e as causas+reverberações disso. Os projetos de lei que "defendem a família tradicional brasileira" e seus costumes, nossa água podre e escassa, os discursos de ódio por tudo e por nada. As 220 milhões de toneladas de lixo que geramos por dia no Brasil, a metade da riqueza do mundo concentrada em 80 pessoas, os números alarmantes da obesidade e ainda ter gente morrendo de fome. E aí, onde vamos chegar com isso?

Sabe... Eu costumo ser bem otimista. Não sou do tipo que aplaude o nascer do sol - talvez pela dificuldade de acordar cedo -, mas acho lindo ter a oportunidade de viver. Me apaixono pelas pessoas e por cada coisa nova que aprendo. Sério mesmo! Mas, vou te falar, tá barra manter isso. Pô, estamos em 2015 e ainda existe trabalho escravo de monte. Ainda tem uma galera metendo o bedelho na vida sexual dos outros e colocando seus parâmetros como os certos e definitivos. Ainda tem quem jogue lixo pelo vidro do carro e quem ache que é bom porque gera trabalho pra gari. Tem quem subjulgue uma pessoa pela cor da pele e quem grite a plenos pulmões que a ditadura tem de voltar.

Estamos há tempos nos vangloriando da capacidade "exclusiva" do humano de resolver problemas, de passar ensinamentos através das gerações, de articular e criar, mas somos também os melhores em destruir. Temos a coragem (ou melhor, a covardia) de dizimar cerca de dez mil espécies por ano, de desmatar quase 300km² da Amazônia por mês e de deixar esses assuntos pra depois. Também deixamos pra pensar depois sobre o tanto de jovem negro que é morto todo dia na periferia. Afinal, nossa preguiça e nossa ignorância seletiva não deixam que esses assuntos sobressaiam ao furor do final do campeonato, né? E tem também o happy hour, a baladinha da quinta, a série nova do Netflix e... Putz, do que a gente tava falando mesmo?

Agorinha eu dei um scroll no feed e vi cinco vezes a frase "Parem o mundo que eu quero descer". Se a gente continuar assim, galera, o mundo vai é parar e despejar geral de uma vez só. Pra um tipinho tão inteligente e evoluído feito o "Homem com H maiúsculo" acho que nos relegamos a uma posição burra demais. Acho que interpretamos errado aquela ideia de que cada um de nós é único e, portanto, especial do seu jeitinho. Você não é uma entidade sagrada e nem eu. Nada de “eu sou assim e quem quiser que goste de mim como sou”. Isso é egoísmo, é de fechar pra crescer e melhorar. É se achar demais.

Somos partículas com layouts e conteúdos diferentes, mas somos parte de um todo. Se eu me mexo daqui, você sente daí. Se eu escrevo alguma coisa legal aqui, você pode ler e se sentir bem aí. Se eu não fecho meu lixo direito aqui, pode ser que o bueiro entupa e role uma enchente aí. Nosso corpo não é um invólucro permanente, é só uma interface. E isso também serve pra nossa casa, nosso carro, nosso perfil do Facebook. Só que parece que ninguém tá disposto a trocar coisas, a ouvir um outro ponto de vista, a ser complementado e a complementar. Ficamos esperando o governo agir, uma instituição se pronunciar, um milagre acontecer. Que merda de “inteligência”, a nossa.

Foi mal, mas meu sentimento hoje tá cheio de lama. Assim como você, eu também sou cheia de falhas. Só que eu tô afim de olhar pra isso e melhorar porque é o que me cabe pra tentar movimentar as outras partículas. Não por mim, só. Pra que você, aí do outro lado da tela, também fique legal. Pra que um dia um filho ou filha minha não tenha de parar e escrever um texto amargo desse. Continuando nessa esfera micro mas sonhando com o macro, tomei uma decisão que pode parecer bobinha mas que queria formalizar aqui como um desafio pra mim mesma: vou compartilhar mais amor e inspiração. Nas redes sociais, nas rodas de conversa, no pensamento. Vou cutucar as pautas salgadas sim, sempre. E vou pensar muito antes de falar. Mas não vou ceder a essa onda de violência acéfala, aos comentários maldosos, às discussões sem sentido. Bora?

Pra começar, toma aí um disco bonito do punk rock brasileiro de nome "Pela paz em todo mundo".

Júlia Vianna
Enviado por

Planejamento

Apaixonada por literatura, ela se aventura no mundo das letras e dos idiomas. Adora escutar Gal e tem tudo exatamente anotado em sua agenda de planejamento. Define o plano estratégico de atuação de marketing e coordena as ações de campanha para os clientes.

Todos os posts por Júlia Vianna
Clique aqui para solicitar um contato telefônico

Preencha os campos abaixo, e em breve entraremos em contato.

Nome * * Campo obrigatório
Telefone * * Campo obrigatório
Solicitar ligação

(11) 3675-6710
(11) 3803-5873
comercial@idst.com.br

Rua Crasso, 199
Lapa, São Paulo - SP
05043-010

Copyright 2015 © ID Studio
Todos os direitos reservados

Vamos trabalhar juntos?

solicite um orçamento!

(11) 3675-6710
(11) 3803-5873
comercial@idst.com.br

Rua Crasso, 199
Lapa, São Paulo - SP
05043-010

Copyright 2015 © ID Studio | Todos os direitos reservados
Vamos trabalhar juntos?
solicite um orçamento!

(11) 3675-6710
(11) 3803-5873
comercial@idst.com.br

Rua Crasso, 199
Lapa, São Paulo - SP
05043-010

Copyright 2015 © ID Studio | Todos os direitos reservados